: pt_BR: O problema de conviver entre gente capaz.
Esta vai em português brasileño mesmo.
Há um tempo atrás, fiz meu cadastro no LinkedIn. Agora, mais pessoas estão tendo acesso à mais esta rede social (que considero a melhor já feita, porque pelo menos tem alguma utilidade, e parece ser incrivelmente bem-feita). Apesar da minha aversão inicial por quaisquer mecanismos de exposição de informações pessoais -- hey, essa exposição vale a pena.
Ocorre que, como era de se esperar, as pessoas com quem já estudei, trabalhei ou mesmo amigos estão aparecendo na "ferramenta". Bacana também, é interessante saber o que as pessoas andam fazendo, onde estão se escondendo, como estão se virando. Mas aí é que mora o problema. Tem uma feature do site que serve para recomendar as pessoas. Assim, publicamente. Tipo, um testimonial/"testemunho".
Vejo alguns problemas com isso. Um deles é que, ao recomendar uma pessoa, me sinto na obrigação moral de fazer isso com todas que eu conheço, de uma forma ou de outra -- e, com raríssimas exceções, tive sorte de conviver com pessoas de competência e habilidades muito acima do padrão brasileiro. Simplificando a linguagem, só tem fera. São pessoas que me inspiram a fazer as coisas do melhor jeito possível.
Só que eu acho meio artificial repetir o discurso -- mesmo que seja verdade e todas as pessoas que eu recomendaria são os melhores. Fica ruim. Se eu esquecer de alguém, posso ser mal-interpretado. Se eu preencher para todo mundo, fica a impressão de que eu sou bajulador (e se tem alguma coisa que não sou, é bajulador).
Sem contar que tem certas coisas que só se diz em particular, ou se requisitado por alguém -- como leis trabalhistas e outras intempéries/facilidades protetivas geralmente dizem que é proibido dar informações sobre outra pessoa se requisitado, não imagino o LinkedIn implementando uma feature ao estilo "como foi seu colega na empresa XXX?" privadamente.
Vale alertar que também podemos cair na distopia de que sites como o LinkedIn sejam a base de dados mais consultada por headhunters e agências -- portanto, obrigatória para quem quer se manter no mercado. Acho que não preciso discorrer sobre os motivos que justificariam isso ser uma má idéia.
Fica, então, o registro; e saibam que, se eu não deixei nenhuma indicação, não significa que a pessoa que você está visualizando não seja um futuro Steve Jobs/Donald Knuth.
(Alguém poderia justificar que as recomendações são exatamente para diferenciar os "contatos" das "pessoas que eu indicaria", mas não é assim que eu lido com redes sociais; eu só adiciono quem conheço e poderia realmente confiar -- e mesmo assim sempre fica alguém de fora...)
Esta vai em português brasileño mesmo.
Há um tempo atrás, fiz meu cadastro no LinkedIn. Agora, mais pessoas estão tendo acesso à mais esta rede social (que considero a melhor já feita, porque pelo menos tem alguma utilidade, e parece ser incrivelmente bem-feita). Apesar da minha aversão inicial por quaisquer mecanismos de exposição de informações pessoais -- hey, essa exposição vale a pena.
Ocorre que, como era de se esperar, as pessoas com quem já estudei, trabalhei ou mesmo amigos estão aparecendo na "ferramenta". Bacana também, é interessante saber o que as pessoas andam fazendo, onde estão se escondendo, como estão se virando. Mas aí é que mora o problema. Tem uma feature do site que serve para recomendar as pessoas. Assim, publicamente. Tipo, um testimonial/"testemunho".
Vejo alguns problemas com isso. Um deles é que, ao recomendar uma pessoa, me sinto na obrigação moral de fazer isso com todas que eu conheço, de uma forma ou de outra -- e, com raríssimas exceções, tive sorte de conviver com pessoas de competência e habilidades muito acima do padrão brasileiro. Simplificando a linguagem, só tem fera. São pessoas que me inspiram a fazer as coisas do melhor jeito possível.
Só que eu acho meio artificial repetir o discurso -- mesmo que seja verdade e todas as pessoas que eu recomendaria são os melhores. Fica ruim. Se eu esquecer de alguém, posso ser mal-interpretado. Se eu preencher para todo mundo, fica a impressão de que eu sou bajulador (e se tem alguma coisa que não sou, é bajulador).
Sem contar que tem certas coisas que só se diz em particular, ou se requisitado por alguém -- como leis trabalhistas e outras intempéries/facilidades protetivas geralmente dizem que é proibido dar informações sobre outra pessoa se requisitado, não imagino o LinkedIn implementando uma feature ao estilo "como foi seu colega na empresa XXX?" privadamente.
Vale alertar que também podemos cair na distopia de que sites como o LinkedIn sejam a base de dados mais consultada por headhunters e agências -- portanto, obrigatória para quem quer se manter no mercado. Acho que não preciso discorrer sobre os motivos que justificariam isso ser uma má idéia.
Fica, então, o registro; e saibam que, se eu não deixei nenhuma indicação, não significa que a pessoa que você está visualizando não seja um futuro Steve Jobs/Donald Knuth.
(Alguém poderia justificar que as recomendações são exatamente para diferenciar os "contatos" das "pessoas que eu indicaria", mas não é assim que eu lido com redes sociais; eu só adiciono quem conheço e poderia realmente confiar -- e mesmo assim sempre fica alguém de fora...)
