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Papa's got a brand new bag [entries|friends|calendar]
ferhr

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"This is Unix, I know this!" [12 Oct 2011|08:23am]
Ou algo assim. Só sei que mostrando exemplos do MPW e de programas que
vem no próprio IRIX já dá para enganar todo mundo que não entende nada
de computador.

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Twitter [06 Oct 2011|08:43am]

Agora quase que exclusivamente no TUÍTO: twitter.com/ferhr

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A cultura fracassou [28 Feb 2011|04:27pm]
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Vendo macbook [14 Dec 2010|07:47am]
Não vou tirar fotos, porque todo mundo sabe como é um Macbook: aquele
negócio de plástico branco-hospitalar, série 2008 / 2009, widescreen,
tela glossy, etc.; as condições de compra (onde está, como pagar,
etc.) também faz parte do restante da (ainda não-finalizada) garage
sale, que está aqui: http://devio.us/~ferhr/garage_sale.html .

Divulguem para quem está atrás de um Mac barato-na-faixa.

Descrevo brevemente a máquina:

- Core 2 Duo 2.2 ghz;
- 3,5 Gb de RAM;
- 120 Gb de disco;
- drive combo cd/dvd (não grava dvds, o que fez com que o preço
original fosse ~= 400 a menos :D);
- adaptador para vga E o adaptador para vídeo composto/svídeo (mão na
roda total para usar com TV);
- Mac OS X 10.5 (sim, eu sei, devia ter atualizado mas não o fiz. Me processe.);
- wi-fi broadcom, rede gigabit auto-chaveável e bluetooth;
- firewire 400 (acho que é 400);
- caixa original;
- bateria a 92% da capacidade (no duro, porque quase sempre usei na tomada).

Tudo pela bagatela de R$ 1600,00.

Vale a pena dizer de novo: negocio. Se alguém desejar fotos, eu tiro.
Mas fotos decepcionam, todos os macbooks são iguais. Antes que me
perguntem "ah, mas por quê" é porque estou precisando de recursos para
terminar uma obra aqui em casa. Taí.

Posted via email from Fernando's posterous

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Sou um mangolão [31 Oct 2010|07:29am]
Você vê como o tuíto é, cheio de mistérios, de bugs e de misfeatures
que só prejudicam a comunicação. Hoje, por exemplo, percebi que o
Julio (talvez vocês não conheçam, quem conhece conhece) disse (nessa
ordem) que sou

 

a) um mangolão (me recuso a escrever mongolão, já que seria ofender os
mongóis ou quem é mongolóide por questões congênitas)

 

b) que graças à economia emergente gerada pelos inquilinos do Planalto
ele esteve em melhores condições profissionais (embora eu duvide que
seja isso - e eu prefiro ter interpretado errado - porque daí ele
estaria se menosprezando tremendamente, pois é bom profissional)

 

e c) que sou pseudo-intelectual.

 

Não existe, obviamente, pseudo-intelectualismo. É uma ofensinha boba.
Escrevo não para refutar o pseudo-intelectualismo (embora eu vá
explicar o porquê do fenômeno não existir, just for the lulz), temos
que apurar essa questão do mangoloidismo.

 

(Isso se o tuíto, ao forçar o discurso comprimido, não causou mais um
mal-entendido; o legal é que o TweetDeck só pegou as respostas de 3, 4
dias atrás hoje. E ainda falam que é o futuro essa naba.)

 

Começo pelo final. Farsas como Emir Sader (por exemplo, viu? Tem
outros), no Brasil, são considerados intelectuais de respeito por quem
compartilha do mesmo viés. Mesmo que a lógica seja inconsistente e
senhore(a)s como ele não exalem respeito nenhum por quem pensa por si
próprio, continuam sendo intelectuais. Quem produz matéria intelectual
é intelectual, via de regra. Nesse sentido todo mundo que produz
conhecimento, vai um grande idem.

 

Há definições mais formais do conceito, mas elas jogam para a platéia:
o dito "intelectual" costuma tentar se separar da patuléia, num
elitismo bobo que o isola das críticas (por mais rasteiras e ilógicas
que sejam). Não sei se o isolamento ocorre por falta de tempo (já que
tentar responder a uma contra-argumentação pode consumir bom tempo, e
a vida é curta). Mesmo assim, hoje temos a internê, e tem gente por aí
no formspring que discute melhor do que sedizentes (ou peer-approved)
intelectuais.

 

Nessa hora aqui eu ia citar o Humberto Eco, quem sabe outro
intelectual de pensamento similar e até a Marilena Piauí (troquei o nome, LOL), pra tentar mostrar alguma necessidade ou
comportamento-padrão entre intelectuais. O que já entrega o método de
muitos: ninguém gosta de pensar muito por si, prefere validar o
pensamento dos outros apenas, sem análise e critério nenhum. Ainda
mais no campo da economia, um sistema dinâmico onde uma só variável
pode não ser suficiente para influenciar o resultado de forma
decisiva.

 

(Notem que usei aqui algumas weasel-words: "pode não ser suficiente",
"forma decisiva". Se eu fosse um ideólogo, diria com certeza algo
assim: "foi X que inexoravelmente causou Y"; ia copiar alguns trechos
do site da Carta Maior mas ia ficar muito óbvio.)

 

Sim, é necessário sempre ficar nos ombros dos gigantes, mas antes de
subir convém descobrir se têm a grandeza necessária, e se não são
feitos de areia movediça. Ou seja, convém pensar.

 

Se eu acho que há uma razão para os que defendem um dos dois lados
"permitidos" (lados, aliás, que são muito parecidos) tiverem sido
influenciados por um processo de influência que remonta à lavagem
cerebral, é porque ponderei muito a respeito disso. Tinha algumas
referências bibliográficas para colocar aqui, mas soaria
contraditório: o que ocorreu é que identifiquei o mecanismo antes, e
depois o que fui lendo foi corroborando (não pensem que só li coisas
anti-alguma-coisa, li as favoráveis também e todo mundo concorda num
ponto -- quem está lá não quer sair; quem está fora quer entrar).

 

(Recomendo toda literatura que explica sobre as ditaduras do século
XX. Inclusive a literatura que justifica: lá há as motivações pra toda
sorte de arbitrariedade. Estou me coçando aqui para recomendar um que
vi ontem, mas deixarei para as próximas missivas, depois de lê-lo. Aí
eu subo no gigante e vocês podem concluir se ele ruirá ou não.)

 

Não imagino, como alguns delirantes andam aí falando, que há uma
ditadura em curso (ou no porvir, como alguns que votarão no Vampirão).
Temos várias liberdades intactas, algumas prejudicadas pelo poder
econômico, mas nada que não dê para remendar. Nesse sentido não vai
mudar nada seja quem ganhe hoje.

 

Mas a propaganda é igual. Até os cartazes são parecidos, embora menos bélicos.

O que ocorre é que participamos de uma briga de gangues, não uma briga
de ideólogos. E daí é que vem minha conclusão "defensores de
candidatura == cérebro pós-OMO": há de se observar que precisa de boa
dose de fé para acreditar que um lado é mais probo que o outro, que
uma gangue tem melhores sentimentos ou é mais/menos humano que os
outros.

 

Sei o que há de evidências: a arrecadação aumenta a cada ano, e no
entanto o governo continua dizendo (demonstrando?) que é incapaz de
realizar tudo o que precisa como OBRIGAÇÃO; os últimos inquilinos, há
8 anos no poder, continuam reclamando de perseguições através do
malvado capitalismo, mesmo com alguns dos homens mais ricos do país os
apoiando; continuam se achando mais probos e ilibados quando na
verdade é um festival de "tu-quoques" (notem como isso vale pros dois
lados).

 

É o dinheiro. "Ah, mas o poder...". Que nada, hoje em dia o que conta
é o dinheiro. É o vale-tapioca sempre disponível. É a cadeira
permanente na estatal do pré-sal te dando 50 paus por mês. É para isso
que esse pessoal pegou em armas. É para isso que se apoiou o golpe de
primeiro de abril de 1964. É só o dinheiro. Grana, casa-na-praia,
casa-no-campo, viagem pra Paris, filhos em Harvard.

 

Me assusta, no caso dos marxistas, que isso passe despercebido.

 

(Se bem que não assusta: ainda hoje idolatram Getúlio. Emir Sader
escreveria 'Getulho', mas enfim, o intelectual é ele, eu sou só
pseudo.)

 

Bom, da demonstração do "tu também" eu tiro boa parte do meu prazer
atual sobre o assunto. Me sinto às vezes como o Plínio, um
irresponsável (apud MANGOLÃO) que vê o que está acontecendo, denuncia
a pataquada, e sente aquele deleite de ver os defensores deste ou
daquele esperneando, se engasgando na bile, enfim, chamando os outros
de mangolão.

 

Corro o risco de perder amigos assim, mas é divertido. Com o Julio eu
faço porque espero que ele me perdoe. Eu o já perdoei inclusive para
futuras ofensas, e nem me chamo Jesus H. Cristo. Nem sou candidato a
nada para parecer santo.

 

Falando em amizade, não me surpreenderia que daqui a poucos anos o
Serra não seja aliado da Dilma, assim como o Collor. Pra eles é o
dinheiro que importa, o resto é circunstancial; e eles rezam (HA!)
todo o dia para que não percebamos.

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Nerd com mais de 30 [26 Aug 2010|06:36am]
Esse esquema chamou minha atenção. No final vou listar palavras que, se você lembrar, você é velho (não tem jeito não).

Daqui: http://www.ofimdavarzea.com/20-sinais-de-que-voce-e-um-nerd-com-mais-de-30/

> Fez curso de programação em linguagem Cobol.

COBOL é tão simples que não precisa de curso.

> Sabe usar o prompt de comando do DOS.

Yup.

> Sabe de cor dúzias de comandos do DOS.

Yup.

> Digitou em uma tela preta com letras verdes.

Faço isso todo o dia (terminal.app, mas sim, eu tinha um XT também).

> Se emocionou quando viu o primeiro monitor colorido.

Sim.

> Lembra quando um PC 486 rodando Windows 3.0 era o supra-sumo da tecnologia.

Joguei um fora semana retrasada.

> Esperou mais de 2 minutos vendo uma foto de 35KB abrir na tela.

Sim.

> Digitou trabalho na faculdade porque não tinha computador em casa.

Não, mas fiz por opção. Serve?

> Salvou o trabalho em disquete.

Era obrigado.

> Imprimiu trabalho da faculdade em impressora matricial.

Sim. Imprimo várias coisas ainda em matricial.

> Vibrou ao comprar seu primeiro computador, contrabandeado do Paraguai e mais caro que um Fusca.

Não foi o caso, mas custou caro: paguei em 10 vezes um dos primeiros.

> Instalou CD do AOL e depois passou o resto da vida útil do computador tentando se livrar do lixo deixado.

Não.

> Navegou usando Netscape.

Sim.

> Já se conectou apenas depois da meia-noite para não pagar por pulso telefônico.

Sim. Baita SCAM esse.

> Pagou por provedor de acesso de internet discada.

Sim.

> Ficou impressionado quando surgiu o primeiro provedor de internet discada gratuito.

Sim.

> Se emocionou quando surgiu o primeiro provedor de internet discada gratuito que realmente funcionava o tempo inteiro.

Sim.

> Pagou por seu primeiro modem banda-larga.

Sim.

> Pagou mais de 200 reais por seu primeiro modem banda-larga.

Quase, hem? Custou 180.

> Ficou emocionado quando conectou-se pela primeira vez em casa a impressionantes 150 kbps/s.

Ainda é impressionante.

Vou listar as palavras, hem? Cuidado pra não chorar. Não há ordem específica.

- Cartão perfurado.
- Fita perfurada.
- BASIC.
- MSX.
- COBRA.
- EGA.
- Monitor âmbar.
- Paradox.
- DB II.
- Arquivo DBF/DBX.
- Pascal.
- Ingres.
- Magic.
- AppleDOS.
- PEEK/POKE.
- SET SCREEN.
- QEMM386.
- SkiFree.
- Trumpet Winsock.
- Frontpage.
- Gerenciador de Arquivos.
- Hayes.
- BBS.
- 3COM.
- Screensaver do náufrago.
- Rebel Assault.
- Atari.
- Ultrix.
- Compaq.
- Silicon Graphics.
- Perl.
- Tcl.
- Startac.
- PARK.EXE.
- Norton Editor / Disk Editor.
- DEFRAG.EXE.
- NATAS.COM.
- Conferidor.
- Shinobi.
- Software CASE.
- 4GL.
- Lakers vs Celtics.
- Wolfenstein 3D.
- Sidekick.
- Pensando bem, BORLAND.

E, por último:

- Oracle.

Faz tempo, hem?

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Garage Sale (again) [15 Aug 2010|09:37am]
Não divulguei neste meio aqui, mas saiu no twitter: estou fazendo uma garage sale. Não é uma "clearance sale", não é tudo o que estou vendendo, mas uma certa parte das coisas. Já fiz isso em outras vezes (principalmente pré-mudanças) e, se não foi lucrativo, pelo menos foi divertido.

A lista está aqui:

http://devio.us/~ferhr/garage_sale.html

Não sei se o posterous faz links automaticamente; se não faz peço perdão. Também peço perdão quanto à demora da listagem de CDs/DVDs/vinis: fui viver um pouco no sábado, e não deu para chegar perto do computador boa parte do dia.

O que ocorre é que começaram as perguntas sobre o motivo da venda. Em primeiro lugar, tenham em mente, moro num lugar extremamente pequeno. Eu gosto do tamanho do lugar, mas é inegavelmente pequeno. Então é bom gerar espaço. Tenho planos de rever os móveis pra aumentar o espaço, e essas coisas todas ajudam a ocupar espaço, sabem como é.

Outra coisa é de uma possível mudança ou viagem, coisas desse gênero. Não estou descartando nada, então para facilitar já vou vendendo.

Lembro que aceito propostas esdrúxulas se fizerem sentido. Não explicitei quanto aos CDs/DVDs, mas faço um esquema de "descontaço" em grandes quantidades. É só dizer quantos/quais e eu faço as contas por aqui.

Posted via email from Fernando's posterous

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A Microsoft não aprende mesmo. [10 Aug 2010|07:27am]
Daqui ( http://www.microsoft.com/windows/windows-7/compare/pc-vs-mac.aspx ) mais uma série de argumentos questionáveis para trocar de plataforma (já que, por incrível que pareça, as pessoas andam optando por Macs e não Windows em alguns círculos).

(E haja insegurança e paranóia para quem diz dominar mais de 90% do mercado!)

> There are some things you simply can't do out of the box with a Mac like watch, pause, rewind, and record TV like a DVR.

Quem se importa com TV? Tinha o MacTV para essas coisas, de qualquer forma.

Eu tentei usar tuners de TV com Windows. Não funciona direito; a máquina trava ou reseta; ajustes manuais são constantes, porque a Microsoft certifica qualquer driver. Enfim, é uma zona; e TV é um troço obsoleto pacas.

> You can't get a Mac that ships with a Blu-ray player, TV tuner, Memory Stick reader, or built-in 3G wireless. You can with PCs running Windows 7.

Bom ponto. Aliás, é a maior vantagem do artigo. À parte do Blu-ray, do memory stick reader ($10 um conversor para USB, mas deixa pra lá, né?), os outros dispositivos funcionam ou mal (tv tuners, etc.) ou rodam sob tecnologia tosca (3G).

Comprei um 3G tempos atrás e veio de graça, não tive que pagar o modem. Moot point, hem, gente? Que furada argumentativa forte.

Sem contar que muitos telefones (aham, Android) fazem tethering.

> Most Macs can't hook up to your TV unless you buy a converter dongle. Many PCs runningWindows 7 are designed to connect directly to TVs, so you can watch movies and see photos on the big screen.

Isso tem mais a ver com o fabricante do que o resto. Mas sim, é mais fácil com o PC, e a Apple se usa dessa clara desvantagem pra fazer mais grana. A diferença é que funciona melhor, mas mesmo assim se gasta mais. Talvez, aliás, seja esse o ponto.

> Macs can take time to learn.

Eh.

> The computer that's easiest to use is typically the one you already know how to use. While some may say Macs are easy, the reality is that they can come with a learning curve. PCs running Windows 7 look and work more like the computers you're familiar with, so you can get up and running quickly.

É, o Windows 7 não tem curva de aprendizado. Nenhuma. Tudo é como antes. Não sei nem por quê gastaram tanto tempo e uma release tosca (cofff Windows Vista coff) pra fazer tudo como antes, né? Ok.

> Things just don't work the same way on Macs if you're used to a PC. For example, the mouse works differently.

É mesmo. Ao colocar um mouse microsoft no Mac OS X, ele funciona de cara. No Windows, demora bons segundos (no Vista chegava a demorar um minuto) para começar a funcionar. Realmente é diferente, tanta praticidade pode confundir.

> And many of the shortcuts you're familiar with don't work the same way on a Mac.

Uau, que curva de aprendizado trocar um botão no painel de controle! É o tipo de coisa que só analfabetos em informática precisam, e enfrentariam problemas seja qual fosse o sistema.

> Unlike Macs, many PCs running Windows 7 support Touch, so you can browse online newspapers, flick through photo albums, and shuffle files and folders—using nothing but your fingers. PCs with a fingerprint reader even let you log in with just a swipe of your finger.

Fingerprint reading != touch support. Há dias atrás a Apple lançou um mouse pad que suporta multitoque, daí... bem, deixa eles perceberem pra corrigir o "hotsite".

> Macs don't work as well at work or at school.

Devo estar num mundo paralelo.

> If most of the computers in your office or school run Windows you may find it harder to get things done with a Mac.

Porque, logicamente, o Mac não tem Office. Nem OpenOffice. Não roda bancos de dados, etc.

> If you use Apple's productivity suite, sharing files with PC users can be tricky. Your documents might not look right and your spreadsheets might not calculate correctly.

Ahahahahahahaha.

> On a Mac, out of the box, you can only encrypt your home folder. With Windows 7 Ultimate, you can encrypt your entire hard drive and even USB drives. So your stuff can be safer wherever you go.

Não conhecem UNIX. Aliás, o que acontece quando o registro corrompe? Perde-se o drive inteiro? E quando o NTFS corrompe?

> Macs don't like to share.

> With a Mac, it's harder to set up secure sharing for your photos, music & movies, documents, and even printers with other computers on your home network. With HomeGroup, it's easy to connect all the computers in your house running Windows 7.

Nunca usaram o Mac OS X. Nem o Mac OS antigo. Não é fácil de habilitar ftp no Windows; o Windows não tem AppleTalk; não tem CUPS; não tem NFS. Dá para instalar, mas dá uma trabalheira do cão. DO CÃO.

Também nunca usaram iTunes nem iPhoto. Lembrei que o iTunes funciona no Windows, acho que não lembraram desse cara aí.

> Macs might not like your PC stuff.Plain and simple, if you're a PC user, lots of your favorite stuff just might not work on a Mac. With PCs outselling Macs 10 to 1, the reality is that most computer software is developed to run on PCs.

9 to 1. Mas enfim, como é um sistema diferente -- pasmem -- muitas coisas não funcionam. Mas sei lá, dá para viver sem elas, sabe como é, né? A não ser que você goste dum VENDOR LOCK-IN.

> Apple's productivity suite file formats won't open in Microsoft Office on PCs. This can be a real hassle for Mac users sharing work documents with PC users.

Já o Office... ah, esse é da Microsoft, né? Será que funciona direito?

> PCs give you a lot more choice and capabilities for your money. You can get the PC you want, in the size and color you want, with the features you want. You just don't have as many options with a Mac.

Amigo, o Mac já é uma opção. E roda Windows.

> You can't get a Mac with a Blu-ray player, TV tuner, Memory Stick reader, or built-in 3G wireless. PCs running Windows 7 often come with features that aren't available on even the highest end Macs, including Blu-ray, eSATA, multi-format card readers, Touch, and mobile broadband.

Eu tenho add-ons em formato de USB que funcionam no Mac pra essas coisas aí (menos Blu-Ray), e FUNCIONAM EM OUTROS SISTEMAS. Porque não quero depender de um cara só.

> With PCs running Windows 7, you can play the videos and music stored on your home PC while you're on the go, for free. Apple charges $99/year for its online service.

Esses caras fumam o quê, gente? Que troço genérico é esse? O que tem a ver com um serviço online da Apple? Sou obrigado a pagar um serviço da Apple pra ver vídeos?

Ao invés de fazer FUD, quem sabe programar não é melhor? Ah, pela tradição vocês são bem ruinzinhos nisso, né? Ok. Voltem pros anos 90. Aquela barrinha no lado com "tweets" de sabe-se lá quando, sem links pros originais pra ver se chegam a ser reais -- ou se só falam bem -- não convence.

(Em tempos, esse rant se aplicaria a quase qualquer sistema, é só trocar as variáveis, deixando a única constante... constante.)

Posted via email from Fernando's posterous

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Razões para votar em Toniolo [30 Jul 2010|07:25am]
Eu queria evitar de ter que refutar alguns pontos desse artigo de opinião, mas ficou difícil. É tanta bobagem que só seguindo o fluxo do texto e colocando algumas convenções, pra não ficar redundante.

Primeiro que vi o link aqui ( http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/07/28/jorge-furtado-as-falsas-razoes-c... ), que na verdade pegou do tal "viomundo". Embora seja cometer um "ad hominem" tentar desqualificar o artigo por ter passado (ou ter sido postado) no site do Azenha, eu vou cometer o ad hominem sim: credibilidade precária, como se fosse um artigo do MSM, por exemplo (a mim não interessam os sinais, apenas interessa que haja interesses muito loucos por trás).

Em certos momentos vou colocar uma legenda, pra tentar resumir o texto e evitar redundâncias (embora seja difícil). Explicito-a antes:

[1] Intolerância quanto às escolhas de outrem.
[2] Justiça relativista: quando condena adversários é correto, quando é pro nosso lado "nada foi comprovado".
[3] Ódio à imprensa.
[4] Contradição forte, talvez no mesmo texto.
[5] Cara-de-pau desmedida.
[6] Não entendo nada de economia.
[8] Collor, Sarney, Renan, Temer, et caterva.
[9] "Brasil foi inventado em 2003" feelings.
[10] "Caminhando e andando" feelings.
[11] Mensalão feelings. AKA "Paulo Betti" feelings.

O item [7] eu cortei, porque não precisava.

Um disclaimer antes. Não vou votar em ninguém, como tenho feito nas últimas décadas. O motivo é simples: ninguém me representa; nem de longe. O tipo de sociedade que eu aprovaria é muito diferente daquilo que os mandatários projetaram (e projetarão).

Pra mim o pior ponto -- que supera qualquer outro que possa ser argumentado -- é que a Dilma (o PT, na verdade, no qual ela só é o fantoche da vez) pretende regulamentar meu trabalho, criando um absurdo inédito. Com possibilidade de afundar de vez o mercado de software no Brasil -- que já é fragilizado o bastante por ainda manter a mentalidade 'reserva de mercado'.

Embora haja esse "disclaimer", vão tentar me colocar no fla-flu da vez, como sempre. Vão carpir.

> Por Jorge Furtado

> Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma,
> um ou outro até diz que vai votar no Serra.
> Espero que sigam sendo meus amigos.

[1]

Que coisa feia, escolher um partido pra votar. Aqui parece que temos uma situação estilo passivo-agressivo: 'não me responsabilizo pela indignação alheia'. Não sei, mas se o cidadão realmente tiver amigos, eles vão entender a opção política do 'amigo' e seguirão em frente. Senão não eram amigos.

> Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

[4]

Contanto que seja votando no PT, tudo bem.

Política supõe conflitos, mas AI de quem sugere alternância no poder, como ele tenta desencorajar abaixo.

> Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos
> para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter
> conservador.

[10]

Bons argumentos até há, mas o autor não concorda com eles. É diferente. O que se implica é que conservadorismo é intrinsecamente ruim. É como o tiozinho que não vota em hipótese nenhuma em ninguém à esquerda porque, ora bolas, comem criancinhas. Clube da Tautologia Mental.

> Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula,

[8][3]

> com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista,

Vargas, Médici, JK, Dom Pedro II. Exceto o JK e o Lula, todos os outros eram ditadores. Todos amados pelo povo. Não é coincidência, é "método", como adoram dizer.

> a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

Chegaremos lá, mas por enquanto [6].

> Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa,

[3]

> uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida,

Decidam-se. PQP, DECIDAM-SE.

Se a Dilma -- que como comunista, provavelmente é atéia -- virou católica, não é exatamente a igreja mais flexível do universo. Aliás, pelas posições da Marina, está parecendo o contrário, se compararmos com o Serra (que até onde entendo é católico também).

> o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo
> comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos
> homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as
> células tronco.

Nos últimos 8 anos (desde o Descobrimento do Brasil, viva-viva, em 2003), avançamos horrores na descriminalização do aborto, né? Ok.


> 1. “Alternância no poder é bom”.

> Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha,

Fidel Castro feelings. A alternância no poder também faz parte da democracia, sim senhor. Não implica que deva acontecer de 4 em 4 anos, nem de 8 em 8 anos.

> Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza.

Aqui se faz um pulo de lógica mais longo que um ano-luz. O que se está tentando implicar é que a escolha de qualquer outro partido que não seja o PT significa a recessão, o desemprego, o "arrocho salarial" (sabe-se lá o que significa isso num governo que também o pratica, mas prefere se referir a isso só quando são 'os outros'), e concentração de riqueza.

Aliás, dado os programas de governo dos três candidados majoritários, não há escolha: é o mesmo modelo, com diferenças bem pontuais. E dada a história, em termos de política econômica, estamos vivendo a ideologia Ciro-Itamar-FHCiana há mais de 16 anos.

> Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

A reeleição, ao meu ver (e não estou sozinho, mas não importa) é um câncer. Voltando ao assunto (porque isso não importa agora), o que se tenta implicar é que só há dois partidos no país. Embora haja mais partidos, não há nem escolha. Então falsas mesmo são as premissas aqui.


> 2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

[10]

> Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas.

Então pode ocorrer que as duas convirjam, se são relativas. Pode ocorrer também que o que antes era considerado conservador, seja progressivo, e o contrário também. Ou nesse caso o relativismo não vale?

> A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos.

[10][5]

> As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias.

Em parte é verdade. Veja que se analisarmos até mesmo a candidatura dos DEMOS vemos coisas assim (óbvio que nem todas). São de esquerda então eles, né?

> O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável.

[5][11]

> A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo.

Se for o PT, tudo bem.

> José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida
no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos
de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia,
Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur
Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia
Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não
falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia
ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

Se não for o PT, é péssimo. É "extrema-direita", daí. UI, CHE GUEVARA!

[10]

Não sei até que ponto esse pessoal é mais serrista do que propriamente anti-PT. Mas enfim, pra um sistema "complexo" até que ficou preto-no-branco nesse parágrafo, né?

> 3. “Dilma não é simpática”.

> Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

[8][5][4]

Embora o autor tenha completa razão no ponto em si (simpatia que se dane, a pessoa tem que governar), se o argumento é precário significa que coisas como "é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra" entra na tautologia também.

Ou será que esse relativo vira absoluto se for ele também? Pois então.

Como sempre acontece perto das eleições, tenta-se humanizar (ou mesmo "popularizar") certas "features" do candidato. Está sendo assim com o Serra, está sendo assim com a Marina (em termos de posições políticas, não necessariamente no aspecto da simpatia), e principalmente com a Dilma.

Ah, principalmente com a Dilma, e não tem muita razão de negar. Penteado novo, hipermaquiagem, Dilma-móvel, 'personal twitter', entrevistinhas fajutas, etc. -- que diferença daquela época em que ela devolvia para as repórteres no início das respostas um "minha filha/querida" com aquela condescendência que todo alto burocrata tem. O youtube está aí pra provar.

> 4. “Dilma não tem experiência”.

> Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado,

OK

> foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil,

Apagão feelings

> fez parte do conselho da Petrobras,

Cabidão feelings

> gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC,

[9][6][5] LOL feelings

> dos programas de habitação popular

WAT?

> e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

[4]

Subjetivo por definição. A minha avaliação seria regular (como quase todos os presidentes até agora: simplesmente medíocres. A diferença é a máquina de propaganda quase incessante e de gastos recordes que este governo tem).

> 5. “Dilma foi terrorista”.

> Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”.

[2]

> Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar,

[10]

Adoro esse lance de "resistência à ditadura".

Se for resistência contra o regime na forma de combates contra os soldados, tentativa de tomada do poder, ok. Têm todo o meu respeito esse pessoal aí. Assaltos, expropriações, seqüestros, assassinatos -- hum, fica difícil defender qualquer posição política assim. Pra não dizer impossível.

Aliás, o nome já diz: resistência à ditadura, não à sociedade. Mas é melhor não mexer nesse vespeiro, né, e ficar só no "fomos heróis".

> José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte.

[4]

Ok. Serra é de esquerda então? Tá tudo bem agora?

> Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas.

[4]

Gabeira deixou de ser traidor da causa então? Não é mais "lacaio da direita", como já ouvi falar?

> A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

[10]

Engraçado esses caras. Vivem falando que a ditadura foi imposta pelos EUA, mas na hora de retirar a ditadura, quem fez foi a luta armada. Não foi o próprio governo que deixou + a Igreja + sociedade civil + MDB + EUA determinando ... que pressionaram o governo. Foram só os jovens que "lutaram".

Mas veja bem, a Dilma não lutou. Devia ser então "caixa" do grupo. Ou entregava panfletos. Ou...

Decidam-se.

Se bem que essas coisas de "ah, foi terrorista" é meio coisa de troll, né? E os petistas caem DIREITINHO, porque dá aquela vontade no peito de dizer "fui sim, e daí?". Existiu um negócio chamado "anistia" -- é só lembrar disso e BOLA PRA FRENTE. Isso não importa.

> 6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.

> Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas
que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou
do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate
a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O
governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência
social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família.

[4]

Lembra daquele papo dicotômico de antes? Pois é.

A própria Dilma, meses atrás, disse no exterior que a herança do FHC foi essencial. Mas daí o que importa é demonizar, né?

> De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do
governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

"De qualquer maneira, a ditadura acabou, portanto as 'lutas' foram irrelevantes". Legal esse argumento, né? Dá pra usar em qualquer parte!

> 7. “Serra vai moralizar a política”.

> Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual
José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram
inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde,
comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela
“Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado
para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso
aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da
história do país.

[9][10][8][6][5][4][2]

Governo tucano-pefelista, sem PMDB. É.

> Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI,

Foi, inclusive muitas provocadas pelo PT. O que é louvável.

Tiveram algumas CPIs que não foram iniciadas por grandes acordões no governo atual. Mas tá tudo bem. 91% de aprovação. Continuemos.

> O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal.

[2]

Decidam-se: ou existiu mensalão ou não existiu.

> O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”.

Tinha o Aécio, né, mas esse ninguém se lembra mesmo.

> Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra.

Na época apoiava sabe-se lá quem, né? Afinal de contas ninguém quer ser traído.

> Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra
poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma,
ao contrário.

Veja que há algo implícito aqui: o governo atual também é corrupto, então escolha pela menor corrupção. É a nova dicotomia: "nova corrupção x velha corrupção"; "nova corja x velha corja". Que é a mesma corja.

> 8. “O PT apóia as FARC”.

> Argumento falso.

Esse não lê jornal. Daqui a pouco o PT não apóia o Irã, não apóia o Evo, não apóia o Chávez, não apóia a Coréia do Norte.

> A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários
países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da
diplomacia, o da auto-determinação dos povos.

Honduras feelings.

> Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o
rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais,
por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

Há, mas esse camarada aí não lê jornal. Ou anda lendo muita Carta Maior.

> 9. “O PT censura a imprensa”.

> Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a
oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa.

Antiga imprensa == Veja, da Abril, que foi fundada em 1650, aproximadamente. Decidam-se.


> Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de
Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição
oposicionista (sic) deste país”.

[2][1][3][5]

> Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do
> governo Lula.

A lei não permite, que pena né?

- O caso Larry Rother, por ter citado os hábitos etílicos do Paizinho dos Povos.
- O caso "filho do Sarney".
- CQC.
- Teve aquela vez em que o pessoal da Veja quase apanhou. Essa eu esqueci de como foi, mas lembro que na época até achei engraçado -- nota [3] pra mim :D
- Propostas absurdas da confecom (algumas, admito, são interessantes -- um relógio quebrado acerta duas vezes a hora num dia).
- Aquele aviso do Marcelo Madureira que deu no Youtube (não é parâmetro, mas é uma tentativa).
- Aquele caso recente onde os dados de pesquisadores do governo foram retirados porque não apresentavam a realidade Mediciana que se apregoa por aí.
- Caso 45 Anos do PSDB, quer dizer, da Globo. Puxa, era propaganda subliminar mesmo, agora associo qualquer 45 ao PSDB, hahahaha.
- O affair "TV Brasil". Que ninguém deu muita bola, porque ninguém assiste.

Tem muito mais coisas aí. Fica feio negar essas coisas.

> O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre
tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os
países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

> 10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito
> bem do Serra”.

> Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

[3]

Para o observador atento, a Dilma já faz um bom estrago sozinha.

- Tosquices da campanha.
- Mentiras sobre a titulação.
- Esquemas de dossiês.
- 'personal twitteiro' muito louco.
- etc.

Que eu tenho notado, aliás, a imprensa (tirando a Veja, por óbvio) está sendo bem complacente com a candidata da Nomenklatura.

> (1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

[6]

Aqui a picaretagem engrossa.

> Geração de empregos:
> FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões

Sem considerar um país falido, né? Sem considerar a entrada da população que nasceu nos anos 80 (ligeiramente mais qualificada pelo acesso à educação básica) no mercado de trabalho, né?

> Salário mínimo:
> FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

Alô inflação? Alô desvalorização do Real? Alô meu frango que custa pelo menos 4 vezes mais?

> Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
> FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

É verdade que houve mobilidade social, mas não tanta: algumas dessas pessoas já nasceram em famílias não-miseráveis; decidiram trocar os parâmetros que definem o que é ser de classe média (maquiagem de estatística); etc.

> Risco Brasil:
> FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

Viva a reeleição, né? Não era bom ter alternância no poder? Ou na época valia a alternância na base do "fora FHC"?

> Dólar:
> FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

Esqueceram tudo.

- Dilma e Serra não foram presidentes. O Serra nem vice do FHC foi. De onde saiu que o Serra é responsável pela economia da época do FHC? Semiótica feelings.
- Esqueceram que o dólar na época do FHC chegou a ser pior, quase a R$ 4 (ou passou de 4? Nem lembro).
- Também esqueceram que o dólar na época do Lula subiu horrores, o Euro também.
- Também esqueceram que o dólar ficou um certo tempo em paridade na época do FHC, o que foi duramente criticado pelos petistas (é criticado até hoje, mas só quando eles querem).
- É conveniente esquecer que a política econômica é a mesma, e o risco Brasil só caiu porque decidiram prosseguir com a mesma política.

> Reservas cambiais:
> FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.

Embora seja boa parte de culpa da administração FHC, lembremos que o Brasil tava desgraçado antes também.

> Relação crédito/PIB:
> FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

Ai ai ai. Deix assim.

> Produção de automóveis:
> FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

Como se fosse uma boa coisa. A poluição aumenta, os congestionamentos aumentam, o crime aumenta, a dependência do petróleo aumenta...

Vem cá, essa galera do PT é de esquerda mesmo?

Reclamam da Exxon, da BP -- mas estão aí, apoiando qualquer coisa que a Petrobras faça. Inclusive tecem loas ao pré-sal, troço duvidoso que só, que vai dar resultado só quando eu for aposentado (i.e., nunca).

Consistência == nenhuma.

Adoro quando vêm com esses papinhos de que a economia vai bem, e que o welfare state brasileiro é o que há. Não se fala em propostas reais, que é o planejamento de longo prazo, melhorias reais na educação, ajuste fino do funcionalismo público. Nada. É só falácias sobre economia, e como o importante, na prática, era ser melhor que o FHC. Vão carpir.

> Taxa de juros:
> FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%

A Dilma abaixou os juros? Sendo que não está só em 10,75% hoje, dia 30/7.

Sobre a citação do Elio Gaspari, fica pro leitor o jogo dos 7 erros, em contato com a realidade.

Não se engane. De qualquer lado do finado "espectro" político, você vai ouvir a mesma ladainha. Essa foi uma das mais icônicas que achei, porque denota exatamente como funciona o pensamento binário desse pessoal dito "progressista".

Em tempo, vote TONIOLO.

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Coisas que não entendo no trânsito [29 Jun 2010|07:32am]
Várias coisas que as pessoas acham ou fazem e que não entendo:

- usar boné ao dirigir; na madrugada indo para o trabalho; andando de bicicleta, onde precisa se ter visão ampla;
- usar boné dentro de um capacete, pra não ter que colocá-lo ao retirar o capacete;
- usar boné;
- buzinar pra cachorros, esses PHDs de quatro patas, saírem da pista;
- achar que deve atropelar cachorro depois de várias buzinadas, pra PUNI-LO;
- adquirir carros com defeito (na maioria dos carros o pisca-alerta não funciona, alguém tem que ver isso daí; não consigo conceber que o motorista não tente ligar o pisca, esses senhore[a]s respeitadores da lei);
- caminhão ultrapassar carro, ainda mais quando é ultrapassado 100m depois;
- caminhão ultrapassar caminhão e ficar na mesma;
- caminhão ultrapassar;
- caminhão existir;
- buzinar e fazer sinal de luz para andar a mais de 100 km/h;
- andar a 120 km/h onde o limite é 80 (e fecha-se o olho até 100);
- andar a 160 km/h onde o limite é 100 (e fecha-se o olho até 120);
- ficar chateadinho ou chorandinho quando um acidente ocorre por causa do excesso;
- achar que uma pista a mais vai resolver o problema de uma rodovia (apesar da rodovia ter sido construída para comportar no máximo 1/10 do trânsito atual);
- achar que sinais de luz alta são decretos;
- achar que COLAR no carro da frente vai aumentar o fluxo;
- achar que passar o sinal vermelho de moto é ok porque é moto;
- achar que pode andar na calçada porque é moto ou taxista;
- achar que é mais digno do que os outros (e isento da lei) porque usa o carro durante o trabalho;
- achar que carro mais espaçoso dá prazer em congestionamentos;
- achar que colocar adesivinhos de "família feliz" no rabo do carro te exime de cumprir regras;
- achar que colocar um adesivinho "crack nem pensar" te dá o direito de dirigir bebaço;
- se deslocar menos que 4 km e usar um carro;
- etc. ad nauseam.

Hum, no fundo entendo muito bem: nunca deveríamos ter descido das árvores.

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O brasileiro não sabe lidar com o contraditório. [22 Jun 2010|06:16pm]
Nunca soube. É histórico.

Ainda não fizemos a transição moral de um império fajuto para uma
república com traços leves (bem leves, basicamente relegados à eleição
em si) de democracia. E talvez o maior símbolo de uma democracia
saudável seria a capacidade de alguém dizer algo e não ser patrulhado
por isso; alguém ouvir algo e não ter o direito de se ofender por ser
uma opinião diferente.

Hoje, graças ao aleatório, estava "zapeando" pela internê e de repente
vi um link com a cara do Kaká: pensei que era a seleção pedindo
desculpas ou ainda assim aumentando a polêmica Dunga / jornalistas.
Era para aumentar a polêmica: exatamente no momento em que o stream do
vídeo começou a tocar -- e não estava esperando por isso, ia fechar a
janela por desapontamento -- o filho do Juca Kfouri estava
questionando algo sobre o jogador, que respondeu com um argumento
clássico estilo "estou sendo perseguido pela minha religião".

Segundo o que consta no blog do Kfouri, o trecho é este (bem mais
aproximado do que eu escutei do que a ediçao pró-Kaká do UOL):

"Há algum tempo os canhões do seu pai são disparados contra mim. A
artilharia dele está voltada contra mim. Eu queria aproveitar a
pergunta para responder às críticas que ele vem fazendo, e o que me
deixa triste é que o problema dele comigo não é profissional, mas
porque ele não aceita minha religião. Porque eu sou uma pessoa que
segue Jesus Cristo. Eu o respeito como ateu, e gostaria que ele me
respeitasse como [seguidor de] Jesus Cristo, como alguém que professa
a fé em Jesus Cristo. Não só a mim, mas a todos os milhões de
brasileiros que acreditam em Jesus Cristo".

What?

Até me dei ao trabalho de ler o blog do Juca até, digamos, uma semana
atrás, e não vi nenhum exemplo de "canhão" sendo disparado. Muito pelo
contrário. Vamos traduzir o que Kaká poderia ter dito, segundo os
acontecimentos:

"Seu pai me critica muito, é um dos poucos que ousa me criticar. Eu
quero diversionar um pouco, porque é prática comum de boleiro. Vou
justificar meu diversionismo me fingindo de 'minoria perseguida', ou
dar a impressão de que o Juca é um extremista (afinal poucos lêem
jornal, quiçá a coluna/blog dele). Vejam como sou bonzinho por ser
cristão (ou fingir ser, o que nos olhos das pessoas dá na mesma). Eu o
tolero porque a lei exige, mas não tolero críticas. Nem eu nem todos
os evangélicos".

Esse é o pensamento típico desta onda anti-intelectual, anti-debate,
cheia de falácias e frases-curinga que não dizem nada que vem
aparecendo nos últimos anos, principalmente depois da
redemocratização. Criticar pode; ser criticado é perseguição (ora
intelectual, ora religiosa, ora política, ora racial -- você escolhe o
tema para se defender de um debate real).

Não sei exatamente de onde surgiu esse tipo de estratégia de debate --
é um diversionismo multimilenar, e é o mais usado hoje no Brasil.
Observe as polêmicas do dia, do mês -- a maioria segue a linha do
diversionismo. O pior é que o interlocutor geralmente acredita nesse
tipo de coisa. Em exemplos dessa semana: não gosta-se do Galvão Bueno
(com razão, inclusive)? "Cale-se". No início era uma brincadeira,
depois virou palavra de ordem: Tadeu Schmidt defende a emissora que
paga seu salário sofismando? "Não tem o direito de falar, vamos
boicotar a emissora". A própria emissora não aceita que não falem com
ela. É puro autismo.

Não por acaso, é o tipo de argumento dos fanáticos religiosos: em vez
de aceitar a crítica, ou rebatê-la com fatos, vamos nos fazer de
"perseguidos" e contra-atacar com a bota.

O que isto também demonstra, além de uma posição defensiva? Que o
brasileiro não conhece (ou finge) os princípios da livre expressão.
Ser livre pra expressar o que se pensa inclui obrigatoriamente poder
divergir, e não se ofender quando alguém diverge. Observe os
comentários do blog do Juca Kfouri sobre este post e verá que a
maioria é visivelmente de gente com pouca ou nenhuma cultura, domínio
primário do português, e com um viés teocrático-autoritário que faria
um aiatolá sorrir.

No caso específico do jogador, tem um agravante. Os donos da sua
igreja já foram inclusive presos lá fora, num país majoritariamente
protestante, onde não puderam alegar "perseguição religiosa".

O apoio dos fiéis continua. É um dos motivos pelo qual o boleiro é
bastante citado como referência. A opção dos fiéis em continuar dando
crédito é particular, e não precisa do aval de ninguém; mas as
opiniões não podem ser proibidas só por isto. Todos têm o direito de
questionar *sim*. Qualquer metafísica, por mais plausível, pode e deve
ser questionada. É uma obviedade para você que lê, mas não entra na
cabeça dessa gente toda que é explorada de várias formas e... vota.

Ah, talvez esteja aí o problema. Não seria um problema semântico, de
educação ou filosófico, mas sim de estratégia.

Meses atrás eu estava zapeando e vi um pedaço de entrevista com um
autor brasileiro de biografias -- não lembro o nome dele. Uma coisa me
chamou a atenção: no meio de uma resposta, ele disse algo assim:

"Não há a menor dúvida de que o Brasil virará uma teocracia daqui a
20, 30 anos. A dúvida é se vai acontecer antes ou depois. É só olhar o
aumento do número de evangélicos".

Esse link é interessante:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/06/22/brasil,i=19880...

Para uma teocracia ser implantada a contento, é necessário apoio do
povo. Apoio moral, um "cheque em branco" para que os ditadores façam o
que quiser e com urros dos "torcedores". Distorcendo o conceito de
opinião, democracia, liberdade religiosa, e esmagando a separação
entre estado e religião, está feito o caminho: é só marcar a
derrubada.

A quem interessa não haver o tal de "contraditório" mesmo?

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Novo brinquedo [04 Jun 2010|10:49am]
O novo brinquedo foi finalizado.

É uma Caloi 10 ano 1990 devidamente limpa, transformada em semi-fixa (cunhei o termo agora, imagino, e quero royalties). Pena que tive que pegar chuva pra vir da oficina até aqui.

A transformação total (incluindo a compra da original) deu R$ 390. De "supérfluos" foram novas rodas (as antigas eram boas, mas eu costumo entortá-las rápido, só consigo me dar bem com as Vzan/Aero), novos pedais, novo cubo dianteiro com blocagem, e a corrente de "prender" (tranca).

Parece não ter freios -- ou, de longe, que é uma de pinhão fixo (carrete preso), certo? Que nada. Ali na traseira vai um cubo estilo "torpedo", onde pode-se fazer coasting quando não se pedala, e frea-se quando se faz pressão pra trás. Tecnologia "dos antigamentes", das "oma fietsen".

Claro que tem cidadãos que gastariam, digamos, R$ 800 prum selim Brooks. Que é uma tremenda bobagem, mas deixa eles -- pelo menos esteticamente é bonito.

É confortável de andar, a altura da mesa é excelente, e o jeito que a dropbar foi ajustada cai como uma luva. E nem anda muito, porque a relação do "torpedo" tem 16 dentes (a "speed destruidora de ombros" tem 12, por exemplo, e chega fácil a 40 km/h).

Infelizmente não era a roda mais fina, mas por outro lado esta daqui vai agüentar qualquer tipo de terreno, o que a torna perfeita para dentro da cidade (apesar do freio ser menos brusco).

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Since Dennis Hopper's dead [29 May 2010|08:27pm]
Here it goes from "Easy Rider":

Jack Nicholson: You know, this used to be a helluva good country. I can't understand what's gone wrong with it.

Dennis Hopper: Man, everybody got chicken, that's what happened. Hey, we can't even get into like, a second-rate hotel, I mean, a second-rate motel, you dig? They think we're gonna cut their throat or somethin'. They're scared, man.

Jack Nicholson: They're not scared of you. They're scared of what you represent to 'em.

Dennis Hopper: Hey, man. All we represent to them, man, is somebody who needs a haircut.

Jack Nicholson: Oh, no. What you represent to them is freedom.

Dennis Hopper: What the hell is wrong with freedom? That's what it's all about.

Jack Nicholson: Oh, yeah, that's right. That's what's it's all about, all right. But talkin' about it and bein' it, that's two different things. I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace. Of course, don't ever tell anybody that they're not free, 'cause then they're gonna get real busy killin' and maimin' to prove to you that they are. Oh, yeah, they're gonna talk to you, and talk to you, and talk to you about individual freedom. But they see a free individual, it's gonna scare 'em.

Dennis Hopper: Well, it don't make 'em runnin' scared.

Jack Nicholson: No, it makes 'em dangerous.

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O trabalho hoje em dia [12 May 2010|09:23am]
Trabalhar é ser interrompido. Tudo o que eu sempre quis dizer sobre o tema "escritórios com baias abertas" mas não tinha como argumentar.

(Daqui: http://bigthink.com/ideas/18522)

------------------------

Question: What is your take on the typical workplace?

Jason Fried: Yeah, my feeling is that the modern workplace is structured completely wrong. It’s really optimized for interruptions. And interruptions are the enemy of work. They are the enemy of productivity, they are the enemy of creativity, they are the enemy of everything. But that’s what the modern workplace is all about, it’s interruptions. Everyone’s calling meetings all the time, everyone’s screaming people’s names across the thing, there’s phones ringing all the time. People are walking around. It’s all about interruptions. And people go to work today, and then they end up doing most of their real work after work, or on the weekends. So, people are working longer hours, people are tired – I’m working 50-60 hours this week. It’s not that there’s 50 or 60 hours worth of work to do, it’s because you don’t work at work anymore. You go to work to get interrupted.

What happens is, is that you show up at work and you sit down and you don’t just immediately begin working, like you have to roll into work. You have to sort of get into a zone, just like you don’t just go to sleep, like you lay down and you go to sleep. You go to work too. But then you know, 45 minutes in, there’s a meeting. And so, now you don’t have a work day anymore, you have like this work moment that was only 45 minutes. And it’s not really 45 minutes, it’s more like 20 minutes, because it takes some time to get into it and then you’ve got to get out of it and you’ve got to go to a meeting.

Then when the meeting’s over, you’re probably pissed off anyway because it was a waste of time and then the meeting’s over and you don’t just go right back to work again, you got to kind of slowly get back into work. And then there’s a conference call, and then someone calls your name, “Hey, come a check this out. Come over here.” And like before you know it, it’s 4:00 and you’ve got nothing done today. And this is what’s happening all over corporate America right now. Everybody I know, I don’t care what business they’re in. Like when I talk to them about this, it’s like “Yeah, that’s my life.” Like, that is my life, and it’s wrong.

And so I think that has to change. If people want to get things done, they’ve got to get rid of interruptions. And so I think that’s something we’re focused on, is trying to remove every possible interruption from people’s day. So they have longer and longer periods of uninterrupted time to actually get work done. And so, our whole workplace, whatever the word you want to use, the office, workplace, although we’re kind of virtual anyways; it’s structured around removing interruptions. And one of the best ways you can do this is to shift your collaboration between people to more passive things. Using our products or someone else’s products. Things that you can put aside when I’m busy. So, if I’m busy, I don’t have to look at Base Camp, I don’t have to check email, I don’t have to check IM. I can put those things aside and do my work. And then when I’m done with my work and I need a break, I can go check these things out.

But if someone’s calling my name, or tapping on my shoulder, or knocking on my door, I can’t ignore those things. I can quit a program, but I can’t quit someone knocking on my door. I can’t quit someone calling my name, or someone ringing me on the phone. So, we try and, even though we might be sitting right across from each other, we don’t talk to each other, hardly at all during the day. Even though we’re right there, we’ll use instant messaging, or email, and if someone doesn’t respond, it means they’re busy. And they probably put that window away. Instead of calling, “Hey Jason, Jason, Jason” until they respond, that’s interrupting somebody; that doesn’t work and that’s how most workplaces are.

And managers are the biggest problem because their whole world is built around interruption. That’s what they do. Management means interrupting. Hey, what’s going on? How’s this going? Let me call a meeting because that’s what I do all day, I call meetings. And so, managers are the real problems here and that’s got to change too. So, as managers of our company, we don’t really manage people, but we prefer people to be managers of one. Let them just figure things out on their own, and if they need our help, they can ask us for it instead of us always constantly asking them if they need help and getting in their way. So, we’re all about getting rid of interruptions. And I think that if companies were more focused on getting rid of interruptions, they would get a whole lot more work done.

Question: How does your company avoid these distractions?

Jason Fried: So, this isn’t really a plug, but we use our product called Campfire, which is a real time chat tool. That is our office. Campfire is our office, and that’s a web based chat tool where there’s a persistent chat room open all the time. Anyone who has a question for anyone else in the company posts it there and in real time, everyone else can see it if they’re looking at it. But if they’re busy, they just don’t pay attention. And then if non one responds, then that means someone is busy. Not like, I’m going to keep calling their name until they turn around. That’s what it’s like in most offices. Or you ring someone and they’re not there and so you call their name, and they’re not there, so you go to their office and you bang on their door. If someone doesn’t respond in Campfire, it means they’re busy. And unless it’s a true emergency, where you really need an answer right now, then you just let them be and they’ll get back to you in three hours. And the truth of the matter is, there are almost no true emergencies in business. Everything can wait a few hours. Everything can wait a day. It’s not a big deal if you get back to me later in the day for me to know right now.

And the other thing about interruptions and calling people’s names, and ringing them on the phone and stuff, it’s actually really an arrogant sort of move because you’re saying that whatever I have to ask you is more important than what you’re doing. Because I’m going to stop you from doing what you are doing for me to ask you this questions that probably doesn’t matter anyway. So, we’re very cognizant of this, and we make sure that we only ping people, that’s what we call it, digitally and in ways that will not really get in their way if they’re really busy.

And that’s not always the case, but that’s really what we try to do. And use Campfire and use Base Camp and use High Rise and all our products. Other people’s products this well as well, but we just use our own because we built them for ourselves and we use them and they’re free for us.

Question: Does your office have a hierarchy?

Jason Fried: Yeah. So, we don’t really have hierarchy, technically. I mean, ultimately the buck stops with me, but like it doesn’t get to that. We really let people make their own decisions and we give them feedback on those decisions and help them learn and make better decisions. And we have some small teams. People work in teams of three, but there are really no true leader in those teams necessarily. It’s like, the leader is the product. Like the product is what leads you. It’s got to be good. Quality is the leader and everyone has to understand that that’s what this is all about. We’re making good products here. We’re not making your idea, or my idea, we’re making a product that useful for our customers. So, that’s kind of what guides everything. And it’s surprisingly works pretty well.

We have like, big visions for things, and we all share common points of view on like what’s important, but ultimately it’s quality, it’s the product, it’s usefulness, it’s clarity. Those are the things that lead us on the right direction.

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Dicionário de conceitos / neologismos [11 May 2010|07:51am]
Eis meu dicionário de conceitos gerado no twitter. Ligeiramente adaptado pra ficar melhor; terá mais adições no futuro.

Classificado via UNIX -- ou seja, é impreciso, considera maiúsculas, etc e tal.

"estupra mas não mata" = "ah, mas os outros também roubam"
"feito" = linguajar de ogro
"o Segredo" = wishful thinking
"respeite minha opinião" == "Concorde com ela"
"ráquer" = finge que fuça em computadores para impressionar os amigos
AOL = futuro da web
Baader-Meinhof = "o que é isso companheiro?" teutônico
C = videogame
Canadá francês = paraíso
Dream Theater = Jordan Rudess
EUA = terceiro mundo com grana no banco
FSM = adolescentes reclamando da mesada do pápi
Flash = applets que deram certo
Flash = gerador de WORKSFORME
Frei Betto = maluco
Haiti = "hora do planeta" pra sempre
Hipster = Didi Mocó style
Japão = único "outro mundo possível"
Leopard = Vista da Apple
MSN = ICQ bugado e mal-escrito
NFS dando problema = malvadeza pura
NFS funcionando = pura verdade
Paraíba = Paraná pra cima
R&B americano = brega de gringo
Stephen Kanitz = Pangloss brasileiro
Uruguai = paraíso parado no tempo
Windows com vírus = culpa sua
analista de mídia social = desempregado
antivírus pra Mac = água em pó
baterista = pedreiro musical
boleiros = ogros
bolo de cenoura = manjar dos deuses
bolão da MegaSena = fraude
buzz = too little, too late
caros amigos = pravda
comentários do Terra = dor
cristianismo = plugin do judaísmo
cristão roots = se oferece para apanhar de novo
curling = bocha no gelo
dormir = derrota
eMate = iPad sem fanboys
eleição = imagem
era contemporânea = mimimi
evolução != melhoria
filósofo = professor de filosofia
flavors.me = homepage de fresco
folga na redação da Veja = capa sobre dietas
futebol = lavagem de dinheiro
gerar renda != dignidade
gerar renda != dinheiro sobrando
grande sacada = muito bem bolado. Evite
grandes obras = grandes rombos
homofóbico = enrustido
indie = nerd atrás de musiquinhas obscuras
invocar Jesus = picaretagem moral
jornalista anti-imprensa = operário anti-montadora, cientista anti-tecnologista
listas do twitter = comunidades
loteria = imposto para quem não sabe matemática (via @fseixas)
love = baby don't hurt me, no more
magrão achado depois de 20 dias = milagre; 200 mil mortos = coincidência
marxista = não leu Marx
medicina = pagar bolsa prum vadio dizer que "é uma virose"
meritocracia informal = analfabetos letrados
motoboys = mafiosos
música popular = funk e sertanejo
não sabe o que é roda punk = não viveu
paramédico != gente
pós-moderno = picareta
r7 = g1 com sinal trocado
ritalina = pedagogia do comprimido
sem Heino != TV alemã
sucesso de técnico de futebol = aleatório
unitaliban = culpa católica
urgente = ignorar
3G = EDGE
90% de carros parcelados = 90% de pobres

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Filantropia com dinheiro dos outros é bom. [10 May 2010|09:24am]
Ouvi falar que atropelaram alguém outro dia aqui pelo Vale.

Na hora falei: "que vão pedir dinheiro para os gregos."

Imagine que o Bra$il está dando (dando, porque acho meio difícil receber de volta essa grana toda) R$ 522.543.806,90 (aproximadamente) pra uma nação que não sabe controlar seus gastos; que gasta mais do que recebe.

Como se já não tivéssemos esse problema por aqui.

O que dá para fazer com esse dinheiro?

- A um milhão de reais por KM, dá para construir 522 quilômetros de estradas. As nossas estradas estão péssimas.
- Colocar mais 446 policiais nas ruas, a salário de R$ 3000 mensais (13o. incluso, e já pago pelos próximos 30 anos de serviço).
- Criar 17 escolas técnicas. Mas coisas reais, não inauguração de obras dos outros governos / esqueletos de escolas que nunca sairão do papel.
- Construir 14 mil quilômetros de ciclovias (acho que esse eu calculei errado, mas enfim, pode ser factível).
- Comprar 3483 ônibus de passageiros, desafogando o trânsito de, por exemplo, São Paulo.
- Construir mil vagões de trem.
- Comprar 17418 viaturas (bacanas) pra polícia. Qualquer polícia.
- Construir um submarino (inútil, mas enfim).
- Comprar 522000 computadores e DAR pra população.
- Comprar 1492982 cestas básicas.
- Financiar mais de 250 milhões de viagens de trem para trabalhadores daqui -- a preço de venda, não de custo.

Protagonismo com o dinheiro dos outros é bom. Depois dessa nunca mais esperem dinheiro meu pra qualquer causa social que seja. Afinal de contas, o governo está com muito, mas muito dinheiro em caixa.

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Macaco imita macaco [27 Apr 2010|09:05am]
(em tempo, atualizei o conteúdo do meu e-mail de resposta aí embaixo porque o posterous destruiu tudo.)

 

Se lembra daquele aforismo do Bill Gates onde ele dizia (e depois desmentiu, e depois se confirmou, etc.) que "640k é o bastante"? Agora parece que a moda da vez é afirmar que "XCode deve ser suficiente para criar qualquer programa".

Dias depois, tavaqui trocando uma idéia com o @leonardovaz:

--------

> Boa. Por que, aquele maluco do [EDITADO PARA NÃO OFENDER POTENCIAIS > MIGUXOS] se injuriou com as verdades que tu disse?

 

 

Isso funciona com quem tá ainda na pré-adolescência mental e se ofende fácil com o tal de "contraditório".

 

Você chega num grupo de petistas e diz: "e esse partido de vocês, hem? Cheio de mensaleiros." Eles divergem das críticas com outras perguntas ou coisas que não tem nada a ver com o questionamento:

 

"ah, mas o mensalão foi criado pelo PSDB."

"ah, mas os outros também fazem."

"tu é demotucano."

"tu é contra o povo." ( LOL )

"tu é de direita." ( LOL )

 

É mais fácil divergir do que assumir os erros/crimes. Seria bem mais legal (e redimiria a imagem do grupo) se os caras simplesmente dissessem: "sim, erramos e cometemos crimes. Não há justificativa. Só podemos pedir desculpas / vamos dissolver o partido / etc.". Mas não. O PARTIDO NUNCA ERRA.

 

Extendendo a analogia, o PRODUTO QUE EU INVESTI MILHARES DE HORAS NUNCA TEM DEFEITOS.

 

Chega pra galera hipster do Mac: "essa Apple, hem? Tá pior que a Microsoft."

 

"ah, mas a Microsoft já fez isso."

"ah, mas fica aí com teu telefone feioso." ( ler "feiovvvvvvo", bem afeminadão. )

"ah, mas a experiência com o usuário é unica. E o que importa é o usuário" ( LOL, a culpa é do desenvolvedor porque ele escolheu uma plataforma que, hahahahahahahahaha, só se preocupa com o usuário. LOL )

"ah, mas fica aí reinstalando teu Windows." ( LOL: uptime de 400 dias; uname -s: SunOS )

"ah, mas tu é nerd."

"ah, mas o Steve Jobs é visionário."

 

Raramente eu vejo alguém dizer: "sim, a plataforma está uma merda. Vamos boicotar / largar / fazer pressão / ignorar este produto de merda." Não. A PLATAFORMA NUNCA ESTÁ ERRADA, VOCÊ É QUE ESTÁ PORQUE NÃO SE ENQUADRA.

 

Eu também vejo essas coisas no mundo Unix, e a principal resposta está em "AH, SE ESTÁ RUIM FAÇA VOCÊ MESMO", e isso não é uma resposta. Não dá para considerar nem como uma resposta. Uma resposta seria "sim, é ruim, não temos planos para melhorar. Enquanto isso faça 'X'." Ou até mesmo "puxa, mas eu gosto do jeito tosco que é!", mas sem a parte do VOCÊ É UM FAGOTE PORQUE NÃO SE ENQUADRA.

 

Comportamento de macaco. Evolução 0. Acontece em todos grupos humanos. Quem é evoluído assume as críticas, assume sem culpa suas preferências e VAMO QUE VAMO. Tem mercado pra todo mundo.

 

Sobre o Delphi, eu já vi as mais retortas respostas à críticas:

 

"ah, mas o produto continua aí" ( LOL, o COBOL e o FORTRAN também. Ah, o PL/1 mandou lembranças. O Clipper diz que vai fazer um churrasqueio na tua casa, é "só marcar", certo? )

"ah, mas a Microsoft nos sacaneou" ( LOL, ninguém mandou só fazer coisas pra plataforma fechada da época. Que desculpinha furada do cacete. )

"ah, mas o código rodava nativo e mais rápido" ( LOL, sendo que os PROGRAMADORES é que eram ruins, porque geralmente só sabiam arrastar e soltar componentes )

"ah, você é vbzeiro / javeiro / whatevereiro"

"ah, você não entendeu como funciona" ( LOL, entendi e PASSO ADIANTE )

 

Et cetera, ad nauseam, gott mit uns.


--------

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Novo Setup [23 Apr 2010|01:15pm]
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Cory está certo. [13 Apr 2010|09:05am]
Pelo menos em partes.

"Infantalizing hardware
Then there's the device itself: clearly there's a lot of thoughtfulness and smarts that went into the design. But there's also a palpable contempt for the owner. I believe -- really believe -- in the stirring words of the Maker Manifesto: if you can't open it, you don't own it. Screws not glue. The original Apple ][+ came with schematics for the circuit boards, and birthed a generation of hardware and software hackers who upended the world for the better. If you wanted your kid to grow up to be a confident, entrepreneurial, and firmly in the camp that believes that you should forever be rearranging the world to make it better, you bought her an Apple ][+.

But with the iPad, it seems like Apple's model customer is that same stupid stereotype of a technophobic, timid, scatterbrained mother as appears in a billion renditions of "that's too complicated for my mom" (listen to the pundits extol the virtues of the iPad and time how long it takes for them to explain that here, finally, is something that isn't too complicated for their poor old mothers)."

(Daqui: http://www.boingboing.net/2010/04/02/why-i-wont-buy-an-ipad-and-think-you-sho... )

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Porque o dourado não merecia ganhar [31 Mar 2010|03:18am]
Ah, que vergonha de vocês com curiosidade de saber. Pro inferno com o BBB e pro diabo com a torcida.

Posted via email from Fernando's posterous

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